Profissões desejadas nem sempre coincidem com as escolhidas. Assim como o Fabiano (nosso webdesigner) gostaria de ser “cineasta, biólogo ou economista”, o meu desejo livre e largo era ser florista e viver cercada de flores, como em dia de formatura. Para quem gosta delas também, fica a sugestão de alguns perfis no Instagram:
Jardim Botânico do RJ
Conservatoire Botanique Sn
Jardí Botànic de Sóller
Jerusalem Botanical Gardens
Tropical Garden Society Sydney
New York Botanical Garden
Jeff Leatham
E para mostrar tudo o que as flores podem dizer, indico o filme Flores (Loreak, no original em basco), disponível na Netflix.
Como não podia deixar de ser, trago um trecho de Grande Sertão: Veredas. A vereda é o grande reino dos buritis, e Riobaldo compara seu grande amor à flor dourada da palmeira, em um dos momentos de maior emoção e dor do livro.
Aquela mulher não era má, de todo. Pelas lágrimas fortes que esquentavam meu rosto e salgavam minha boca, mas que já frias rolavam. Diadorim, Diadorim, oh, ah, meus buritizais levados de verdes…Burití, do ouro da flôr…E subiram as escadas com ele, em cima de mesa foi posto. Diadorim, Diadorim – será que amereci só por metade? Com meus molhados olhos não olhei bem – como que garças voavam…E que fossem campear velas ou tocha de cera, e acender altas fogueiras de boa lenha, em volta do escuro do arraial…
Por fim, mostro o trabalho da Marília, que cuida de um jardim na minha rua na capital paranaense. Ela começou a plantar assim que cortaram as árvores de lá, como uma espécie de protesto. A intenção era passar a mensagem de cuidado com a natureza. Como “não tinha dom para professora”, resolveu ensinar plantando.
Sua obra, que tem até Pau-Brasil, virou referência no bairro e trouxe colorido, cheiro e beleza que podem fazer um agnóstico pensar que, de repente, pode até ser que exista.

por Tia Carol.
A imagem inicial do post foi gentilmente cedida por Marcelo Malucelli.
Que quentinho no coração!